Pelas voragens da vida vai o menino viajante
Dourado, amado, alado
Amante, errante, avante
No rosto um par de olhos marejados
No peito um coração despetalado por ninguém
Seus sonhos de ingênuos caminhos
Em seu silêncio muitas vozes, muitas perguntas
Em sua fala muitos caminhos, de rios que descem montanhas
E de estrelas que riscam o céu
Leva nua mochila um mar de lembranças
E toda a sombra para deitar
Perde o olhar no horizonte
E o fogo do inverno na tarde seca
Queima todas as folhas
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