sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Instantes no mar

"Um dia voltarei para buscar os instantes, que não vivi junto do mar"

Como de ondas do oceano, minha vida é feita... Foi pelo vento do mar que alcançei a praia, só para reclamar por entre as espumas e as conchas: Meu coração mais parece um barco navegando, que um órgão batendo! Em minhas veias não corre sangue não... E se fosse sangue nem teria ar... Meu corpo é sal, meu sangue é mar. Em meu barco não existe mais motor... Existe apenas o amor. Minha corrente sangüínea é correnteza e quando move é pela força da lua. O que enfrentei já nem barco mais seria, de tanta tempestade. Já seria era berço de corais, ou morrido teria era na praia. Mas se hoje me fiz barco é para a vida navegar, onde as ondas batem, os peixes nadam e o sol arde. Arde e faz arder, enquanto o vento sopra as páginas e a vida escreve linhas em mim, de uma história que começa na lua cheia, e termina antes do fim...

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