<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594</atom:id><lastBuildDate>Tue, 10 Nov 2009 16:28:35 +0000</lastBuildDate><title>Antes que seja tarde</title><description>meus olhos se enchem de cores</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/</link><managingEditor>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-1928608668448787773</guid><pubDate>Tue, 21 Apr 2009 21:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-21T14:25:02.056-07:00</atom:updated><title>Terra de gigantes</title><description>"A natureza não tem compromisso com o homem,&lt;br /&gt;que é um animal como outro qualquer.&lt;br /&gt;Como dizia Herman Hesse,&lt;br /&gt;tanto a minhoca como a humanidade&lt;br /&gt;são tratados da mesma maneira.&lt;br /&gt;O compromisso da natureza é com a vida."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-1928608668448787773?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2009/04/obrigacao.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-642348725182006519</guid><pubDate>Tue, 21 Apr 2009 21:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-01T19:56:35.240-07:00</atom:updated><title>Gratidão</title><description>"Abraçava as árvores na rua e dizia:&lt;br /&gt;Obrigada por tudo, pela sombra e pelos frutos.&lt;br /&gt;No outono da vida poucos são os que colhem frutos da sua imaginação.&lt;br /&gt;Nestes tempos de destruição&lt;br /&gt;há momentos em que é melhor conversar&lt;br /&gt;com o silêncio das raízes."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-642348725182006519?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2009/04/gratidao.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-7352176211085238390</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2008 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-23T19:17:43.216-07:00</atom:updated><title>Carta à amiga poesia</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R9BJO4AVfSI/AAAAAAAAAHU/g1-pmszWKXM/s1600-h/IMAG0036.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174716491749489954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R9BJO4AVfSI/AAAAAAAAAHU/g1-pmszWKXM/s200/IMAG0036.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Amiga poesia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desagua meu coração nas águas do teu mar,&lt;br /&gt;leva-me, amiga, nos teus braços feito as ondas,&lt;br /&gt;E nas tuas brancas espumas, você me deixas dormir?&lt;br /&gt;Você me deixa, hein amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixas-me amar-te como eu amo,&lt;br /&gt;com toda pureza,&lt;br /&gt;na minha idade simples,&lt;br /&gt;um amor cheio de renúncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amiga, hoje venho a ti com um único pedido...&lt;br /&gt;Me perdoe.&lt;br /&gt;Perdoe seu triste e inconstante amigo,&lt;br /&gt;a quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhante...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-7352176211085238390?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2008/02/licena-poesia_10.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R9BJO4AVfSI/AAAAAAAAAHU/g1-pmszWKXM/s72-c/IMAG0036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-8866289014616180742</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2008 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-12T11:48:11.266-07:00</atom:updated><title>Amiga</title><description>"Fecha os olhos devagar&lt;br /&gt;Vem e chora comigo&lt;br /&gt;O tempo que o amor não nos deu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha e me dê sua mão&lt;br /&gt;Porque sou seu irmão na vida e na poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for&lt;br /&gt;Há de vencer o grande amor&lt;br /&gt;Que há de ser no coração&lt;br /&gt;Como um perdão pra quem chorou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós ainda havemos de ver&lt;br /&gt;Uma aurora nascer&lt;br /&gt;Em um mundo em harmonia"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-8866289014616180742?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2008/02/sempre-compondo-amor.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-3201984213575178221</guid><pubDate>Sat, 10 Nov 2007 04:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-06T11:53:27.986-08:00</atom:updated><title>Onda de amor</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R0ZoJLEQEwI/AAAAAAAAAE0/lG264McnYTk/s1600-h/david_pu.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R0ZnfbEQEvI/AAAAAAAAAEs/l2rqLmQM0xw/s1600-h/david_pu.jpg"&gt;&lt;/a&gt;"Quando nós nascemos, uma onda perfeita de amor cresceu no horizonte. E desde então, tenho tentado sempre viver na crista dessa onda..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Salve a Natureza, fonte eterna da vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é bela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a beleza celestial do Grande Espírito, que nos teceu com seus mais belos sentimentos, em fios perfeitos e delicados, sensíveis ao amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por ter-nos feito como somos, todos iguais, todos capazes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória e paz à minha família, de pedras, plantas e animais! Amor e alegria aos seres humanos! Esperança e vida aos meus irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que minha vida seja a serviço do bem, seja em nome da paz, seja um raio de amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a cada novo dia, onde eu nascer, que o fogo da verdade queime ao meu redor e me machuque se preciso for, porque mergulhado entre os homens eu quero sentir a mesma dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caminhar sem fim, tudo o que eu semear na terra semearei também dentro de mim, para que tudo floresça e tudo seja sempre vida dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo distante estarei presente e atento ao meu mundo. Escutarei o canto dos primeiros pássaros da manhã e verei nas noites estrelas riscarem o céu. Mas, de bom grado, trocaria tudo isso para escutar o pulso dos aflitos e curar as suas dores com minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo esta a vontade do Pai, que me mantenha na superfície dos rios e dos mares, ao lado dos peixes e das aves, onde eu gosto de ver a água correr e a onda quebrar, num eterno receber e doar. E que assim seja sempre o meu coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz, luz e amor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-3201984213575178221?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/11/onda-de-amor.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-2631628582535754358</guid><pubDate>Fri, 19 Oct 2007 21:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-06T11:55:56.682-08:00</atom:updated><title>Instantes no mar</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/RzU2cEz8DKI/AAAAAAAAAEk/LR15RXujZ4g/s1600-h/IMAG0054.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131067206414372002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/RzU2cEz8DKI/AAAAAAAAAEk/LR15RXujZ4g/s200/IMAG0054.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Um dia voltarei para buscar os instantes, que não vivi junto do mar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de ondas do oceano, minha vida é feita... Foi pelo vento do mar que alcançei a praia, só para reclamar por entre as espumas e as conchas: Meu coração mais parece um barco navegando, que um órgão batendo! Em minhas veias não corre sangue não... E se fosse sangue nem teria ar... Meu corpo é sal, meu sangue é mar. Em meu barco não existe mais motor... Existe apenas o amor. Minha corrente sangüínea é correnteza e quando move é pela força da lua. O que enfrentei já nem barco mais seria, de tanta tempestade. Já seria era berço de corais, ou morrido teria era na praia. Mas se hoje me fiz barco é para a vida navegar, onde as ondas batem, os peixes nadam e o sol arde. Arde e faz arder, enquanto o vento sopra as páginas e a vida escreve linhas em mim, de uma história que começa na lua cheia, e termina antes do fim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-2631628582535754358?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/10/barquinho-no-mar.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/RzU2cEz8DKI/AAAAAAAAAEk/LR15RXujZ4g/s72-c/IMAG0054.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-3300826291070762600</guid><pubDate>Thu, 18 Oct 2007 06:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-08T19:39:41.714-08:00</atom:updated><title>De grão em grão</title><description>Ontem eu sonhava... Hoje eu sonho... E amanhã, sonharei... Salvar a Natureza dos homens, resgatar a natureza dos homens...&lt;br /&gt;Paro no meu prato, vejo o planeta, cada grão de comida e o todo de mim. Vejo um sistema, sinto pena por tudo o que fez ele chegar até mim... O suficiente me fez parar, pensar, satisfazer o meu paladar, ou as necessidades do mundo? Experimentar a paz nas minhas refeições tem melhor sabor, compartilhar o ciclo da vida me faz bem. Mas na minha superfície contradigo a minha alma, para não ferir os sentimentos das pessoas. Talvez logo elas entendam, e ainda compartilhem comigo os meus sonhos, por que não? O real alimento é o da alma...&lt;br /&gt;Nos dias que me sinto sozinho, nada tem sabor... O sabor do pão partilhado me faz falta.&lt;br /&gt;Olho para dentro de mim e ouço: “Acredite”. E eu acredito... Acredito que a Natureza será compreendida. Acredito que a Natureza não tem recompensas nem castigos, mas conseqüências.&lt;br /&gt;Todos seriam felizes e conheceriam a paz se respeitassem a terra, a água, as plantas e os animais. As pessoas saberiam melhor quem são se se esforçassem para ver os ciclos da vida da Terra em cada grão de comida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, as pessoas contribuem para um mundo de tristeza, onde os animais estão sumindo, as florestas acabando, o mar está morrendo e o ar... O ar... Ah, o ar lhes falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que logo as pessoas entendam que a Terra não pode esperar, por amor aos seus próprios filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu sonhava... Hoje eu sonho... E amanhã, sonharei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-3300826291070762600?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/10/de-gro-em-gro.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-7338694878428422720</guid><pubDate>Wed, 05 Sep 2007 22:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-04T20:54:47.827-07:00</atom:updated><title>Toda razão de ser feliz</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R5J2HCzAGyI/AAAAAAAAAFs/6AMU08NvA98/s1600-h/bruno_le.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157314386674588450" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R5J2HCzAGyI/AAAAAAAAAFs/6AMU08NvA98/s200/bruno_le.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Um olho que não chora é como um poço sem água. Uma alma seca pouco tem para dar ao mundo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não há razão de fingir, de querer ser quem você não é, ou até de ficar buscando tantas coisas... É bom não ter. Tanta coisa não se explica... Como querer ficar sempre feliz... Não é preciso ser sempre. É mais vivo quem o é na tristeza real, do que na falsa felicidade. É até mais feliz quem sente paz na tristeza sincera e verdadeira e quem pode beber dessa água e brilhar os olhos mesmo assim. Porque só é triste quem trabalha noite e dia os sentimentos, quem não se engana e nem tenta enganar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas tem muito mais razão de ser feliz quem não reclama, quem deixa a chuva cair, molhar e não reclama, simplesmente porque não há razão de reclamar, e viver assim, menos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;É mesmo mais feliz quem carrega um pingo de tristeza bem verdadeira no coração e sai por aí destilando sorrisos como se vivesse uma canção. Inevitável dom de amar sem ter, como um rio caudaloso transbordando por todos os lados, sem nunca perder a direção, correndo sempre para o mesmo fim, o encontro com o mar. E depois de tudo isso, se você for ver, a tristeza não existe... A tristeza verdadeira é como a noite namorando o dia... Apenas a razão de levar no peito uma noite estrelada, sempre próxima do amanhecer...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-7338694878428422720?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/09/no-h-tanta-razo.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R5J2HCzAGyI/AAAAAAAAAFs/6AMU08NvA98/s72-c/bruno_le.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-4872431346790271696</guid><pubDate>Wed, 22 Aug 2007 06:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-17T23:19:51.789-07:00</atom:updated><title>Pescador</title><description>&lt;blockquote&gt;Pescador?&lt;br /&gt;Ei pescador, acorda!&lt;br /&gt;Acorda pescador, acorda... &lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Porque estás assim pescador?&lt;br /&gt;Porque tiveste que tropeçar para ver?&lt;br /&gt;Tu bem sabes que não é porque lanças tua rede ao mar&lt;br /&gt;Que pegas peixe, pescador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem tentei avisar&lt;br /&gt;Mas tu não ouviste&lt;br /&gt;Essa maré de lua não era para tu navegar&lt;br /&gt;Não tu pescador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque em teu barco botaste o nome Sonhador&lt;br /&gt;Estás morto, pescador!&lt;br /&gt;Tu não sabes que nome carrega alma?&lt;br /&gt;Pobre de ti, pescador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu não és capitão dos mares, pescador&lt;br /&gt;Jamais foste!&lt;br /&gt;Tu és criança, és menino, és mendigo&lt;br /&gt;És pobre marujo sonhador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu sonhas com a lua&lt;br /&gt;Mas esqueces do peixe, pescador&lt;br /&gt;Água do mar não mata sede, pescador&lt;br /&gt;Tu, pescaste a dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu és forte, és valente&lt;br /&gt;És capitão de teu barco, pescador!&lt;br /&gt;E se tens peito de remador&lt;br /&gt;Não temes morrer para esse mundo escuro dos homens, pescador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu vives agora na luz do meu mundo pescador&lt;br /&gt;Já conheceste a face da morte e do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah pescador, não fiques triste&lt;br /&gt;Costuras logo essa malha&lt;br /&gt;Tu bem sabes que o amor nunca falha...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-4872431346790271696?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/pescador-ei-pescador-acorda-acorda.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-7968680628577064309</guid><pubDate>Mon, 20 Aug 2007 06:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-19T23:40:09.000-07:00</atom:updated><title>Viajante II</title><description>"Senhor&lt;br /&gt;Que eu não fique nunca&lt;br /&gt;Como esse velho inglês&lt;br /&gt;Aí do lado&lt;br /&gt;Que dorme numa cadeira&lt;br /&gt;À espera de visitas que não vêm"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-7968680628577064309?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/viajante-ii.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-3519199364587752510</guid><pubDate>Mon, 20 Aug 2007 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-23T19:31:38.273-07:00</atom:updated><title>Viajante</title><description>Pelas voragens da vida vai o menino viajante&lt;br /&gt;Dourado, amado, alado&lt;br /&gt;Amante, errante, avante&lt;br /&gt;No rosto um par de olhos marejados&lt;br /&gt;No peito um coração despetalado por ninguém&lt;br /&gt;Seus sonhos de ingênuos caminhos&lt;br /&gt;Em seu silêncio muitas vozes, muitas perguntas&lt;br /&gt;Em sua fala muitos caminhos, de rios que descem montanhas&lt;br /&gt;E de estrelas que riscam o céu&lt;br /&gt;Leva nua mochila um mar de lembranças&lt;br /&gt;E toda a sombra para deitar&lt;br /&gt;Perde o olhar no horizonte&lt;br /&gt;E o fogo do inverno na tarde seca&lt;br /&gt;Queima todas as folhas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-3519199364587752510?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/viajante.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-1376756729776133039</guid><pubDate>Thu, 09 Aug 2007 05:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-08T22:17:58.149-07:00</atom:updated><title>Onde eu nasci passa um rio</title><description>"Onde eu nasci passa um rio&lt;br /&gt;  Que passa no igual sem fim&lt;br /&gt;  Igual, sem fim, minha terra&lt;br /&gt;  Passava dentro de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Passava como se o tempo&lt;br /&gt;  Nada pudesse mudar&lt;br /&gt;  Passava como se o rio&lt;br /&gt;  Não desaguasse no mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O rio deságua no mar&lt;br /&gt;  Já tanta coisa aprendi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O rio só chega no mar&lt;br /&gt;  Depois de andar pelo chão&lt;br /&gt;  O rio da minha terra&lt;br /&gt;  Deságua em meu coração"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-1376756729776133039?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/onde-eu-nasci-pssa-um-rio.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-1770271393016811800</guid><pubDate>Thu, 09 Aug 2007 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-24T21:41:14.903-07:00</atom:updated><title>Lunar</title><description>"O teu destino deveria ter passado neste porto, onde tudo se torna impessoal e livre, onde tudo é divino, como convém, ao real"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a saudade vindo pela brisa do tempo, espumas da praia e o som do mar... A minha história começava mais uma vez ali, na lua cheia, e iria terminar antes do fim. A mulher inteira de um homem, nunca foi sua metade. Uma mulher sempre foi inteira de amor. E as crianças sempre foram mestres, brincando de falar... Gosto de vê-las escapolir palavras bonitas, perfumar o meu dia. Assim fico sendo um pouco do sorriso travesso, disfarçando a vontade de bem querer todas as pessoas no meu peito, estreitadas num abraço...&lt;br /&gt;Mas me sinto longe sob o brilho das estrelas... E o sol quando brilha deixa crateras em mim, como seu eu fosse a lua, fecundando o amor na Terra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-1770271393016811800?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/lunar.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-1574379320343328337</guid><pubDate>Wed, 08 Aug 2007 05:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-19T14:30:08.314-08:00</atom:updated><title>O dia vai chegar</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R4JaqCzAGvI/AAAAAAAAAFI/dCmSDaRG3RU/s1600-h/boanoiteguaruja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152780602017061618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R4JaqCzAGvI/AAAAAAAAAFI/dCmSDaRG3RU/s200/boanoiteguaruja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;"Sustentamos uma cadeia produtiva que está acabando com a vida da terra, do ar e da água. Estamos interrompendo o ciclo natural de renovação da vida e ainda assim, continuamos.&lt;br /&gt;Tudo que não se renova, se acaba, do átomo ao ser humano"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não era mais o Sol&lt;br /&gt;Já não podia mais ser&lt;br /&gt;Era o pó das coisas passageiras&lt;br /&gt;Entristecendo o alvorecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento já não era&lt;br /&gt;Quem balançou tantas frondes&lt;br /&gt;Havia temor naqueles dias&lt;br /&gt;Balançando agora pontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mais a terra podia ser&lt;br /&gt;Tal o aborto permanente&lt;br /&gt;Impediram sua alma&lt;br /&gt;Fecundar qualquer semente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a água desaguou&lt;br /&gt;No rio do espaço&lt;br /&gt;Um estrondo ressoou&lt;br /&gt;Desfazendo-se o grande laço&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-1574379320343328337?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/cincia-oculta-de-ns-verdade.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/R4JaqCzAGvI/AAAAAAAAAFI/dCmSDaRG3RU/s72-c/boanoiteguaruja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-8336872144942424836</guid><pubDate>Tue, 07 Aug 2007 05:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-09T20:54:51.401-08:00</atom:updated><title>Coisas da alma e do mar</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/Rrge2K3d5-I/AAAAAAAAABc/q7sk0WK9eDU/s1600-h/arpoador.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095856894348486626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/Rrge2K3d5-I/AAAAAAAAABc/q7sk0WK9eDU/s200/arpoador.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"No horizonte calmo, um dia, cresceu uma onda... E veio com força e velocidade até que então, quebrou em poesia. Botou palavras em coisas que moravam só na alma, e tudo o que lá morava, estava bem próximo do inacreditável"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zelo oculto do nosso íntimo limita-se a observar a inquietude da mente, e a espera à maturidade, tal como o pai o seu filho crescer.&lt;br /&gt;Sendo que as mantém em aparente confusão, num necessário esforço de cuidá-las bem guardadas, à mente só são revelados os segredos quando esta, posto que tem sede, vai à procura da fonte. Como se bagunçadas dentro de um baú antigo, chegam difíceis de entender quando as arrumamos em palavras. E desafia-se a própria alma encontrar palavras fiéis aos sentimentos, encontrar um corpo fiel ao espírito milenar, uma forma física adequada ao seu sutil correspondente astral.&lt;br /&gt;Apoio-me agora na perfeição da Natureza vislumbrando-na fazer no seu estado de graça natural, quando descanso meus olhos no horizonte claro, e vejo o mar fundir-se ao céu. Mar que é o próprio correspondente físico do céu na Terra. Mar que é a própria atmosfera liquefeita.&lt;br /&gt;Nessas coisas é que se escondem alguns segredos, esperando-nos saber. E como nos esperam... Como um coração materno espera seu filho chegar ao mundo, à mercê de sua própria luz. Uma vez nascido o mistério se faz, porque o que era sabido vira oculto nas profundezas d’alma. Uma cortina se fecha do lado de lá e o espírito faz-se temporariamente carne. Basta nascer.&lt;br /&gt;Nasce e verás que já lhe é próprio o dever de chegar por si mesmo aos arquivos da tua alma. Nasce e verás como é tentar lembrar da vida quando se acorda, esforçar-se para chegar no que já é seu. Tão seu e tão no seu fundo que é preciso prender a respiração e mergulhar profundo para alcançar. E quando se alcança, pode estar turvo, porque esse mergulho é de corpo nu e de olhos bem abertos na imensidão do mar, nas profundezas da sua alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-8336872144942424836?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/coisas-da-alma-e-do-mar.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/Rrge2K3d5-I/AAAAAAAAABc/q7sk0WK9eDU/s72-c/arpoador.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-6337078177189865689</guid><pubDate>Mon, 06 Aug 2007 05:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-24T21:50:16.238-07:00</atom:updated><title>Terral</title><description>Abrindo os olhos de repente, vôo pelas janelas da minha alma. Estou de volta. Me pego sentindo as luzes da gávea alaranjar suas ruas, em pincel, lembrando-me dessa tarde que sentia o vento quente soprar, me mexendo bem os cabelos revoltos sobre a cara... Mas que sentia o calor de mãos femininas nesse vento... De leve a mente pôs-se a vagar junto às folhas suspensas no ar daquela tarde de outono. Tudo estava ali. Nesses momentos era que entendia a felicidade, pelo vento que vinha soprando pela rua balançando aquelas árvores. Vento que era morno e próprio daquela tarde de crianças e de mochilas voltando da escola, do interfone tocando na portaria, das cigarras entoando seus cantos no crepúsculo, até do magnetismo infantil do baleiro e da lentidão das luzes do sinal do trânsito. O tempo queria parar naquele dia, ah... queria. E parou. Meus passos pela marquês já pareciam não conhecer mais a gravidade: estavam soltos, leves, que mal me atravessavam a rua. Acho que foram alguns minutos até trazer às mãos a amêndoa caída no chão. Seu perfume doce me devolvia ao passado... podia sentir as penas das araras no ombro nu... o cabelo liso na face serena esconder um sorriso nos lábios... e a luz solar inundar meus olhos pelo brilho d'água lagunar... Quanto tempo ali fiquei, entregue aos pensamentos, jamais soube dizer... Eram minhas raízes ancestrais nas amendoeiras... E como se acordando de um sonho, balancei bem a cabeça, esperando que o vento me levasse... Naquele andar volitante vencia pela rua qualquer obstáculo, a poeira já não me pesava. E de ir mesmo assim é que senti os pêlos do rosto em sal. Aquela densa arborização e as garças brancas no canal me diziam... o ar da praia. Fui ver a praia, sonhar pela praia, respirar aquela praia. Já era mais que o vento quente e o mormaço aquela hora, já tinha hálito aquela tarde, tinha vida própria. De repente já era o céu deitado e esparramado pelo mar, chamando o sol pra repousar ao seu lado naquela tarde, como a trazer para junto do peito a namorada. Quanta calma tinha ali. As ondas quebrando pela areia conversavam divertidas lembrando d'algum verão, em que muita gente bonita pousou nareia dourada para ver o sol se pôr. As fragatas faziam justamente isso naquela tarde, em que as pombas brancas, pretas e mestiças começavam a beliscar as cousinhas nareia. Aquele som de mar lembrava poesia, que naquela tarde, era o próprio céu derramado na Terra. A lua clara já havia caído naquela hora... Era o arpoador, deitado de costas para o diabo, que a tudo observava, encantando e redimido. Ele próprio me dizia, que o calor daquele dia, fez-se do amor do seu coração. Ah, como era linda a tarde em que o vento terral soprou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-6337078177189865689?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/terral.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-104611072532779674</guid><pubDate>Mon, 06 Aug 2007 04:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-08T22:29:02.228-07:00</atom:updated><title>A mente turva</title><description>quando vê menos que pode&lt;br /&gt;e se confunde no meio da realidade,&lt;br /&gt;que na verdade,&lt;br /&gt;é só aparente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me irritou no corpo&lt;br /&gt;e me doeu na mente,&lt;br /&gt;na madrugada,&lt;br /&gt;hoje em dia (ela) já nem sente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai parece que faz amanhecer&lt;br /&gt;o dia que já é claro,&lt;br /&gt;mas dá mais - por favor,&lt;br /&gt;quem fica nem se vê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas dela pra saber,&lt;br /&gt;que não existe lá e cá,&lt;br /&gt;que tá tudo muito junto,&lt;br /&gt;feito terra, céu e mar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-104611072532779674?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/mente-turva.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-6712652830587390886</guid><pubDate>Mon, 06 Aug 2007 02:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-08T00:20:47.895-07:00</atom:updated><title>Corpo e vapor</title><description>Da terra que nos fez o que somos, de toda ela somos. Aglomerados de átomos de carbono e nitrogênio, e de enxofre, e de pouco ou quase nada oxigênio. Mas haja água nesse corpo, quase todo agádoizó. Corpo que evapora e também neblina, turva, escurece. Junta tanta nuvem negra e ainda reclama a tempestade, do peito aberto encher na chuva e no mar, o corpo de água e de sal. Mas que tudo é eter nesse mundo transitório. Todo corpo um dia se faz vapor, porque há sempre de chover. E um dia ainda se faz da compreensão da morte, o labor de toda vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-6712652830587390886?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/corpo-e-vapor.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4835274396332881594.post-3496288014158635064</guid><pubDate>Sun, 05 Aug 2007 02:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-22T00:10:57.417-07:00</atom:updated><title>Participar da Vida</title><description>Participar da vida é quase não interferir&lt;br /&gt;fecundar a flor e ver crescer a árvore milenar&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/RrU5Ga3d51I/AAAAAAAAAAU/CnOMcylax4E/s1600-h/jequitib%C3%A1.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Participar da vida é guardar saudades dos amigos&lt;br /&gt;em silêncio nas raíze&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y2hZBtOpUik/RrU7AK3d52I/AAAAAAAAAAc/rx_nPv-7uSQ/s1600-h/jequitib%C3%A1.JPG"&gt;&lt;/a&gt;s do jequitibá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participar da vida é dormir querendo pouco&lt;br /&gt;perder o olhar nas estrelas e raiar como o sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participar da vida é andar por aí descalço&lt;br /&gt;disponível para um graaaande abraço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4835274396332881594-3496288014158635064?l=brunoconca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://brunoconca.blogspot.com/2007/08/participar-da-vida.html</link><author>brunoconca@gmail.com (Bruno Conde)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>